• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Cinema

Mistério, amor e guerra se entrelaçam em ‘Frantz’

Mistério, amor e guerra entrelaçam-se com maestria em 'Frantz', uma obra emocionante de François Ozon, repleta de sutileza e profundidade.

porPaulo Camargo
3 de agosto de 2017
em Cinema
A A
Frantz

Pierre Niney e Paula Beer: mistério. Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

O diretor François Ozon é um cineasta que não costuma errar e vem construindo ao longo dos anos uma das filmografias mais interessantes no cinema contemporâneo. O comovente Frantz, em cartaz no circuito brasileiro, é mais um dos muitos acertos do diretor francês de Sob a Areia (2001) e Amor em 5 Tempos (2004), com os quais o longa-metragem compartilha um traço recorrente na obra do cineasta: uma aura de mistério, que se insinua com sutileza, mas sempre como um dos elementos essenciais da trama, muitas vezes construída em torno de personagens femininas fortes.

A trama de Frantz se inicia em uma pequena cidade alemã, depois do término da Primeira Guerra Mundial. Logo na primeira cena, vemos jovem Anna (a revelação Paula Beer) em visita o túmulo do noivo. No cemitério, ela se dá conta de que não é a única a depositar flores sobre a lápide, e a chorar o morto. A presença de Adrien (Pierre Niney, excelente), um rapaz francês, a intriga. Qual seria a ligação dele com Frantz Hoffmeister (Anton von Lucke), personagem que dá título ao longa-metragem e uma espécie de ausente onipresente no enredo.

Refilmagem de Não Matarás (1932), produção norte-americana dirigida pelo alemão Ernst Lubitsch, Frantz é também uma releitura de um texto de teatral do francês Maurice Rostand. A novidade está no fato de Ozon mudar a perspectiva tanto da peça quanto do longa de Lubitsch. Vemos a história através dos olhos de Anna, e não dos de Adrien, que continua desempenhando papel central, mas não é o condutor na narrativa.

Refilmagem de Não Matarás (1932), produção norte-americana dirigida pelo alemão Ernst Lubitsch, Frantz é também uma releitura de um texto de teatral do francês Maurice Rostand.

Um belíssimo filme que fala tanto de amor quanto de guerra, Frantz aborda os dois temas, e os intersecciona, com sutileza. À medida em que se desenha entre Anna, Adrien e Frantz um improvável triângulo amoroso, o roteiro também toca nas feridas ainda abertas pelo confronto entre França e Alemanha. Há muita dor em ambos os lados.

Adrien é visto pelos alemães, derrotados pelas forças aliadas, como inimigo. Ele é hostilizado por quase todos, mas insiste em permanecer na cidadezinha, ao ponto de estabelecer laços com a família de Frantz. Como e por que não cabe aqui revelar. Sua relação com Anna também é ambígua e, durante o filme, se transforma. Essas mudanças são representadas pelas mudanças na fotografia, em preto e branco durante quase toda a trama, simbolizando o clima de pesar e luto pós-Guerra. Em alguns momentos, no entanto, as imagens ganham cor, sugerindo sensualidade, afetividade, que se anunciam, mas não conseguem se estabelecer por completo.

Esse jogo cromático é fascinante e deu a Frantz o César (Oscar do cinema francês) de melhor fotografia, além de ter sido indicado em outras dez categorias, incluindo melhor filme e direção. Paula Beer, por sua atuação recebeu, no Festival de Veneza (2016), o prêmio de atriz revelação.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: AlemanhaCésarCinemaCrítica de CinemaErnst LubitschFrançaFrancois OzonFrantzmistérioNão MatarásPaula BeerPierre NineyPrimeira guerra mundialResenhaReview

VEJA TAMBÉM

Um dos registros de 'One to One: John & Yoko'. Imagem: Mercury Studios / Divulgação.
Cinema

‘One To One’ revela detalhes do engajamento político de John Lennon e Yoko Ono

9 de março de 2026
Josh O'Connor e Paul Mescal dão vida aos personagens da história criada por Ben Shattuck. Imagem: Film4 / Divulgação.
Cinema

‘A História do Som’ transforma silêncio e música em gesto de amor contido

3 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Série 'O Mistério de Varginha' recupera o fenômeno midiático ocorrido há 30 anos. Imagem: Globoplay / Divulgação.

‘O Mistério de Varginha’ mostra o Brasil do Brasil

26 de março de 2026
Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.

Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

25 de março de 2026
Bellotto venceu o Jabuti de 2025 pela obra, lançada no ano anterior. Imagem: Chico Cerchiaro / Divulgação.

‘Vento em Setembro’ transita entre o mistério e as feridas do Brasil

24 de março de 2026
'PLAY ME' é o terceiro trabalho solo de Kim Gordon. Imagem: Todd Cole / Reprodução.

Kim Gordon troca o atrito pela forma em ‘PLAY ME’

24 de março de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.